Alckmin, o homem cordial

Alckmin, o homem cordial

Depois de um processo conturbado em que permaneceu neutro publicamente, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, elogiou o prefeito João Doria no dia das prévias que definirão o candidato do PSDB à sua sucessão.

São aptos a escolher entre os quatro pré-candidatos tucanos de 71 cidades do interior e 55 bairros da capital.

Durante o evento, os discursos se alternaram entre declarações de apoio à campanha presidencial de Alckmin e de apoio a Doria governador e Bruno Covas, prefeito. Sobre Doria, apenas disse que é trabalhador: "Acorda cedo e dorme tarde".

"Vocês vão começar a grande campanha para eleger o futuro governador do Estado de São Paulo e ao mesmo tempo levar Geraldo Alckmin à Presidência da República". Além de Doria, concorrem o ex-senador José Aníbal, o secretário estadual do Desenvolvimento Social, Floriano Pesaro, e o cientista político Luiz Felipe d'Ávila. "Isso é fruto do modelo político que nós ainda temos", afirmou. Ele deixará seu gabinete no Edifício Matarazzo até o dia 7 de abril, após apenas 15 meses de gestão na capital paulista, que seguirá até 2020 sob o controle do vice-prefeito Bruno Covas.

Membro da Executiva nacional do PSDB e ex-secretário de Habitação de Alckmin, o deputado federal Silvio Torres também aproveitou a entrega de moradias populares para sugerir votos ao governador.

João Doria não compareceu, alegando que não foi convidado.

Vinculado à associação de moradores local, o deputado estadual Marcos Zerbini (PSDB) defendeu a ideia de que "Alckmin não permitiu que São Paulo [em função da crise financeira fluminense] fosse um Rio de Janeiro". "Eu não tenho nenhuma dúvida que o senhor será o homem que fará a diferença no Brasil a partir do ano que vem".