Presidente do TRF-4 promete telão para autoridades verem julgamento de Lula

Presidente do TRF-4 promete telão para autoridades verem julgamento de Lula

"O presidente quer se manifestar no dia 24", disse o parlamentar. O presidente do TRF4, Carlos Eduardo Thompson Flores, determinou nesta quinta-feira por meio de uma portaria que não haverá expediente administrativo e judicial para os funcionários do tribunal que não estão envolvidos com o julgamento do ex-presidente.

A defesa do ex-presidente recorreu da decisão e, dependendo da sentença escolhida pelo TRF4, o petista pode ser impedido de disputar a eleição presidencial. O encontro, segundo o Partido dos Trabalhadores, tem como objetivo a troca de informações sobre as manifestações previstas para ocorrerem em Porto Alegre (RS) durante o julgamento do recurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 24 deste mês. Senadores, deputados e governadores já foram convocados para o evento. Há dúbia interpretação sobre a inelegibilidade caso o TRF-4 mantenha a condenação. Esse grupo é que irá definir toda a programação para o dia do julgamento do ex-presidente.

Pimenta entregou ao presidente Thompson um ofício pedindo que o tribunal viabilize um espaço destinado às autoridades para que assistam ao julgamento, no tribunal, via telão, já que a sala de sessão será somente para advogados e partes. A sentença de Moro deflagrou a publicação de uma série de análises, por especialistas de escritórios de advocacia e consultorias políticas, com o intento de mapear possíveis desdobramentos da decisão que será tomada, em duas semanas, pela 8ª Turma do TRF-4, designada para analisar e julgar o recurso impetrado pela defesa de Lula contra a decisão de Moro. Caso isso ocorra, será a 24ª apelação julgada pela corte contra sentenças oriundas da Operação Lava Jato.

O revisor Leandro Paulsen, responsável por pautar as datas dos julgamentos, não precisa seguir uma ordem cronológica para marcar as sessões e tem dito que os processos andam de acordo com a complexidade e ineditismo de cada um. Afirmam ainda que, assim como na primeira instância, estão diante de um julgamento de caráter "político" e não jurídico.

O post de Daniela, em sua página pessoal no Facebook, reforça a ofensiva da defesa do ex-presidente.