Junqueras defende que é ilegal ser president à distância, como quer Puigdemont

Junqueras defende que é ilegal ser president à distância, como quer Puigdemont

As eleições catalãs de 21 de Dezembro foram convocadas pelo chefe do Governo espanhol, Mariano Rajoy, no final de Outubro, no mesmo dia em que decidiu dissolver o parlamento da Catalunha e destituir o executivo regional presidido por Carles Puigdemont por ter dirigido o processo para declarar unilateralmente a independência da região.

Os dois principais grupos independentistas, JxCat (Lado a lado pela Catalunha) - liderado por Carles Puigdemont -, e ERC (republicanos de esquerda) - liderado por Junqueras -, têm maioria, com 66 das 135 cadeiras da Câmara, e junto com os quatro deputados da CUP (independentistas antissistema) superam a maioria absoluta (68).

O representante do Juntos Pela Catalunha, Jordi Xucla, disse na quarta-feira à cadeia de televisão RTVE que o seu partido e a Esquerda Republicana da Catalunha apoiarão o retorno de Puigdemont ao cargo, do qual foi retirado forçadamente em setembro do ano passado. Como essas forças têm um objetivo em comum, a independência, é provável que se aliem. Parece assim também fechada a hipótese de Junqueras poder vir a ser presidente da Generalitat (Governo regional) no caso de impossibilidade de Puigdemont, que seria preso no caso de viajar para o território espanhol. Três deles seguem detidos à espera de julgamento.

O primeiro-ministro de Espanha, Mariano Rajoy, convocou para 17 de Janeiro a primeira sessão do parlamento regional da Catalunha, tendo o primeiro debate de investidura do novo presidente da Generalitat que se realizar até 31 de Janeiro e a votação no dia seguinte. - O Tribunal Supremo da Espanha impediu nesta sexta-feira aos três deputados catalães eleitos em prisão preventiva de participar pessoalmente das votações do Parlamento da Catalunha, por isso deverão delegar seus votos a outros deputados. O governo prometeu investimentos de 4.200 milhões de euros na Catalunha até 2020, mas a região reivindicou mais poderes.

Puigdemont almoçou hoje em Bruxelas, onde se encontra exilado, com Marta Rovira, a líder da ERC (Esquerda Republicana da Catalunha), para selar um acordo político inesperado.
Além de político, ele é professor de história na Universidade de Barcelona e também está sob investigação por organizar o referendo.

Para além da rasteira de Junqueras, começa a ser divulgado o conteúdo das reuniões dos advogados do parlamento catalão, que analisam o regulamento para perceber se seria admissível uma investidura à distância.