Brexit. Nigel Farage admite segundo referendo no Reino Unido

Brexit. Nigel Farage admite segundo referendo no Reino Unido

Dois dos mais proeminentes apoiadores do Brexit no Reino Unido endossaram nesta quinta-feira um segundo referendo sobre a saída da União Europeia, considerando como a melhor maneira de impedir apoiadores do bloco de tentarem reduzir, ou até mesmo suspender, a saída do país.

O mayor de Londres insta, por isso, a primeira-ministra, Theresa May, a fazer todos os esforços para garantir que este resultado não se concretize.

O referendo ao Brexit deu a vitória a quem era favorável à saída, mas o último ano e meio tem sido marcado por difíceis negociações, muitas dúvidas sobre o futuro e por um crescente discurso entre britânicos que acreditam que deveria haver um segundo referendo.

O argumento do ex-líder do Partido de Independência do Reino Unido (Ukip, na sigla em inglês) é o de que opositores ao divórcio, como o ex-ministro Tony Blair, teriam que aceitar o desejo da população de uma vez por todas com a confirmação nas urnas. "Eles continuarão a perseguir, a chorar e a gemer durante todo esse processo", criticou. De qualquer forma, esses levantamentos de intenção mostram-se ainda muito divididos. "Poderíamos terminar com isso tudo, e Blair desapareceria", continuou, voltando a citar um dos principais defensores de um novo plebiscito.

Britânicos chocaram o establishment político em junho de 2016 ao decidirem, com 52 por cento de votos a favor e 48 contra, acabar com mais de quatro décadas de laços políticos, econômicos e legais com a União Europeia. De qualquer forma, ninguém sabe ao certo como poderia se dar o mecanismo de um novo plebiscito.