Bolsonaro dá sua versão sobre patrimônio

Bolsonaro dá sua versão sobre patrimônio

Somados, os imóveis têm um preço de mercado estimado em R$ 15 milhões.

As duas principais casas do patrimônio de Bolsonaro ficam em um condomínio à beira-mar na Barra, na avenida Lúcio Costa, um dos pontos mais valorizados do Rio. Os imóveis foram adquiridos por um valor bem abaixo da avaliação feita à época.

Em 2012, por exemplo, a tabela de Bolsonaro dizia que ele só gastou R$ 155 mil de R$ 321 mil a que teria direito naquele ano.

À época, a prefeitura já avaliava o preço das casas muito acima, no cálculo para o imposto de transmissão de bem.

Com isso, ele deixou de utilizar, na verdade, R$ 486 mil, e não R$ 1,3 milhão como afirmava em sua publicação. Ele revendeu o prédio por R$ 2,4 milhões um ano depois. Flávio entrou para a política em 2002, declarando ter como bem um Gol 1.0.

A regra se aplica ao número de parlamentares que o partido tinha até 30 de setembro de 2017 - apenas dois no caso do PSL e três no caso do Patriotas/PEN.

Quando perguntando sobre as estatais criadas ao longo do governo do PT, Bolsonaro disse "Tem estatais alí que você não tem que privatizar, tem que extinguir", sobre as cerca de cinquenta criadas pelo governo de Lula e Dilma o deputado disse acreditar que seja, em maioria, cabine de emprego.

Os bens dos Bolsonaro, de acordo com o levantamento, incluem ainda carros que vão de R$ 45 mil a R$ 105 mil, um jet-ski e aplicações financeiras, em um total de R$ 1,7 milhão, como consta na Justiça Eleitoral e em cartórios.

Em 1988, ao se candidatar pela primeira vez, Bolsonaro declarou os bens que somavam R$ 10 mil, em cotação atual, distribuídos entre um Fiat Panorama, uma moto e dois lotes em Resende, interior o Rio de Janeiro.

Entre os questionamentos feitos pela reportagem a Jair Bolsonaro, foi perguntado se ele considera o patrimônio de sua família compatível com os ganhos de quem atua especialmente na política.

Na segunda, a Folha mostrou que Jair e seu filho Eduardo, também deputado federal, receberam R$ 730 mil de auxílio-moradia da Câmara desde 1995 (Eduardo desde 2015) mesmo tendo apartamento próprio em Brasília.

Bolsonaro também não justificou porque recebe o auxílio-moradia, sendo proprietário de imóvel em Brasília. Três são políticos: além de Flávio, Carlos (vereador no Rio desde 2001) e Eduardo (deputado federal desde 2015).

O auxílio-moradia concedido na Câmara Federal é pago a deputados que não ocupam apartamentos funcionais em Brasília. Há duas formas de obter o benefício. Também repassa o valor em espécie, sem necessidade de apresentação de qualquer recibo, mas nesse caso com desconto de 27,5% relativo a Imposto de Renda.