Blocos centrais não, o que vamos fazer é ganhar ao PS

Blocos centrais não, o que vamos fazer é ganhar ao PS

Perante cerca de 200 apoiantes, numa unidade hoteleira, no discurso de encerramento da campanha eleitoral, Rui Rio criticou o Governo, mas manteve aberta a porta do diálogo caso venha a tornar-se líder dos sociais-democratas. Ambos os candidatos, Santana Lopes e Rui Rio, têm feito uma campanha assente na "lealdade" às sucessivas direções do PSD, que agora o histórico militante Pacheco Pereira colocou em causa.

Na quinta-feira, durante o programa "Quadratura do Círculo", na SIC, e num artigo de opinião, publicado esta sexta-feira pelo jornal "i", Pacheco Pereira disse ter sido convidado, em 2011, por Pedro Santana Lopes para formar um novo partido, com o objetivo de concorrer às eleições legislativas desse ano.

Rui Rio também passou pela capital de distrito para sensibilizar os militantes do PSD para que o partido seja liderante na resolução daqueles que considera ser os principais problemas do país. Sobre este ponto, Santana recusa apoios ou acordos com qualquer executivo liderado por António Costa, dizendo que terá de ser o PS a restaurar a prática constitucional de "quem ganha eleições governa". Santana Lopes defendeu a recondução da atual procuradora-geral da República, Joana Marques Vidal, enquanto Rui Rio preferiu não se comprometer e disse concordar com o Presidente da República que este é, por enquanto, um "não assunto".

A Pedro Santana Lopes disse "respeitar" o seu direito a candidatar-se e prometeu que no dia seguinte à eleição "acabarão as divisões", mas criticou quem afirmou que o futuro líder do PSD "só o vai ser durante dois anos", numa alusão à declaração proferida pelo antigo ministro social-democrata Miguel Relvas. As eleições diretas no PSD são já este sábado. Nestas eleições só podem votar os militantes com as quotas pagas.

Além do próximo presidente do PSD, os militantes sociais-democratas elegerão ainda os delegados ao próximo Congresso, que se realizará entre 16 e 18 de fevereiro, em Lisboa, e votarão em 38 eleições locais, incluindo para a secção concelhia de Lisboa.