Justiça argentina ordena prisão de Cristina Kirchner

Justiça argentina ordena prisão de Cristina Kirchner

O juiz argentino federal, Claudio Bonadio, processou a ex-presidente do país, Cristina Kirchner, e solicitou o impedimento de suas funções legislativas e prisão preventiva pela possibilidade de a ex-líder argentina estar encobrindo funcionários iranianos acusados de atentado contra AMIA em 1994, informa a mídia local. Bonadio também indiciou e pediu que o ex-ministro de Relações Exteriores de Cristina, Hector Timerman, cumpra prisão domiciliar, segundo a imprensa argentina. A senadora pode ter sua imunidade parlamentar removida após aprovação.

As chances de algo semelhante acontecer com Cristina, caso o pedido seja analisado em sessão plenária, são baixas já que são necessários os votos de 48 dos 72 senadores (dois terços da Casa) e os legisladores não peronistas somam apenas 39 cadeiras.

Anteriormente, a ex-presidente disse em sua defesa que a ação "é uma grande bobagem jurídica".

A ação judicial gira em torno da denúncia feita pelo procurador Alberto Nisman em janeiro de 2015, na qual ele acusou funcionários de alto escalão, inclusive Kirchner, de ter negociado o memorando de entendimento com o Irã de forma secreta. De acordo com o juiz Carlos Bonadío, a decisão da prisão foi devido a uma "traição à pátria". Nisman foi encontrado morto com um tiro na cabeça no banheiro de seu apartamento na capital argentina em um caso que até hoje não foi esclarecido e continua sob investigação. O objetivo desta perseguição é assustar os dirigentes da oposição no Parlamento.