Gilmar: "Não podemos pensar em substituir os políticos por funcionários públicos"

"Temos que ter a política limpa, ativa, mas não podemos fazer isso de lenda política ou tentar fazer com que todos os políticos sejam considerados elementos negativos da sociedade ou corruptos", completou. Fux foi eleito em votação secreta com placar de 6 a 1. Com a incompatibilidade de cargos, Rosa vai virar, então, presidente do TSE.

"Tenho a espinhosa missão de substituir duas excepcionais gestões, de Toffoli (Dias Toffoli) e de Gilmar, e creio em Deus que estarei à altura do exercício dessa missão", disse Fux.

Atual presidente da Corte eleitoral, Gilmar Mendes afirmou que já vem trabalhando em parceria com Fux e Rosa para uma transição "tranquila" - para isso, eles têm se reunido para discutir temas relevantes, tendo em vista, principalmente, as eleições de 2018.

Para o ministro, a reforma política não alcançou todos os objetivos esperados, mas promoveu avanços "significativos" em relação a legislação eleitoral, como a adoção da cláusula de barreira e o fim das coligações proporcionais a partir das eleições de 2020. Ele substituirá o ministro Gilmar Mendes, que fica na cadeira até 14 de fevereiro de 2018.

Gilmar disse ainda que o tribunal se preocupa com o financiamento das campanhas em 2018.

Fux é o atual vice-presidente. Três ministros são do STF, um dos quais será o presidente da Corte, dois ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ), um dos quais será o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, e dois juristas vindos da classe dos advogados, nomeados pelo presidente da República.

Fux integra a Corte desde de agosto de 2014 e foi reconduzido ao cargo em 2016. O ministro faz parte do STF desde março de 2011.

Ministro do STF desde 2011, Luiz Fux atua no Tribunal Superior Eleitoral há sete anos. Inicialmente, ele ocupou uma vaga de ministro substituto. "Todos nós estamos absolutamente tranquilos de que o tribunal estará em boas mãos".