EUA aprovam primeira pílula digital rastreável

EUA aprovam primeira pílula digital rastreável

Pela primeira vez na história, o FDA, órgão norte-americano responsável por aprovar medicamentos vendidos nos EUA (semelhante à Anvisa), aprovou a comercialização de uma "pílula digital" - um remédio equipado com um chip rastreável -, informou nesta terça-feira, 14, o jornal The New York Times.

O produto, que utiliza o rastreamento digital para verificar se a medicação foi ingerida, foi aprovado para o tratamento da esquizofrenia, tratamento agudo de episódios maníacos e mistos associados ao transtorno bipolar I e para uso como um tratamento complementar para depressão em adultos, disse a FDA.

Além do combo pílula-sensor, o sistema é composto por uma espécie de adesivo, que vai acoplado ao corpo.

O patch, que deve ser substituído toda semana, transmite, então, a informação para um aplicativo que permite aos pacientes comprovarem a ingestão do medicamento em seu celular.

O medicamento conta com um sensor interno que permite aos médicos controlarem se os pacientes tomam seus remédios de maneira correta.

A pílula possui um sensor feito de materias encontrado em comidas, o que permite sua ingestão. De lá, os dados vão para o app, como o horário e data em que foi tomado e algumas informações sobre a atividade fisiológica.

A Otsuka garante que o paciente tem total controle de quem recebe esses dados e pode impedir o repasse ao médico a hora que quiser.

"Ser possível rastrear a ingestão de medicamentos prescritos para doenças mentais pode ser útil para alguns pacientes", disse Mitchell Mathis, médico diretor da Divisão de Produtos de Psiquiatria no Centro de Avaliação e Pesquisa de Drogas da FDA. A empresa informou que, primeiramente, a tecnologia só será utilizada em um grupo pequeno de médicos e pacientes.

Pelo mesmo motivo, a tecnologia não deve ser usada para rastreamento em situações de emergência ou em outras situações em que as informações precisam estar disponíveis rapidamente.