Crise derruba número de nascimentos no Brasil

Crise derruba número de nascimentos no Brasil

O número é 5 por cento menor do que o registrado em 2015 e é a primeira vez em sete anos que o cenário é de queda nos registros. Entre as unidades da Federação, apenas Roraima teve um pequeno contingente positivo.

No País, foram registrados 1.095.535 casamentos em 2016, o que representa uma redução de 3,7% em relação ao ano anterior. O levantamento do IBGE se embasa em quatro variáveis principais: nascimento, óbitos, casamentos e divórcios. "Este comportamento foi observado tanto nos casamentos entre cônjuges de sexos diferentes quanto para os cônjuges do mesmo sexo", apontou o IBGE. A queda ocorreu enquanto a média brasileira apresentou alta de 4,7% na quantidade de casamentos desfeitos em relação a 2015. Clique aqui para acessar a publicação completa.

A região com menor queda foi a Sul (-3,8%) e com a maior redução foi a Centro-Oeste (-5,6%).

Os dados também registraram uma queda no número de nascimentos em todo o Brasil e no Amazonas não foi diferente. No entanto, Cristiane Moutinho lembrou que em alguns estados brasileiros, como Roraima, o número de nascimentos foi maior no ano passado, crescendo 3,9%.

O instituto divulgou ainda que a idade das mães se manteve a mesma de 2015, o que confirma que as mulheres estão postergando a maternidade. Na região Norte, há maior concentração no grupo de idade de 20 a 24 anos, correspondente a 29,6% dos nascidos.

Do total de casamentos realizados entre pessoas do mesmo sexo no ano passado, 89 foram realizados em Goiânia, sendo 45 casamentos entre homens e 44 entre mulheres. Essa redução foi observada em todas as Grandes Regiões do país, variando de -4,6% no Nordeste a -1,3% no Norte.

Entre os 27 estados, 20 apresentaram redução, em maior proporção no Piauí, Alagoas e Paraíba. Já entre pessoas do mesmo sexo a realidade é diferente e houve aumento de 4% neste tipo de união.

"No Brasil, o tempo médio entre a data do casamento e a data da sentença ou escritura do divórcio é de 15 anos", informou o instituto. A guarda dos filhos menores é ainda predominantemente da mãe e passou de 78,8% em 2015 para 74,4% em 2016. A guarda compartilhada dos filhos menores aumentou de 12,9% para 16,9% em nesse período.

O volume de óbitos registrados no Brasil nos últimos 10 anos teve um acréscimo de 24,7%, passando de 1.019.393 registros em 2006 para 1.270.898 em 2016, considerando os registros com informações de sexo e idade da pessoa falecida. Por outro lado, 6,8% a mais de casais preferiram romper com o enlace.

Os dados mostram ainda os percentuais de mortes relativas a causas externas, o que inclui homicídios, suicídios, acidentes de trânsito, entre outros fatores.