Trump Jr. revela mensagens trocadas com WikiLeaks durante campanha presidencial

Trump Jr. revela mensagens trocadas com WikiLeaks durante campanha presidencial

O filho do atual presidente dos EUA, Donald Trump Jr., trocou mensagens com o site de denúncias Wikileaks através do Twitter.

Em troca, a Wikileaks teria pedido que Trump pai intervisse junto à Austrália para que o fundador do portal, Julian Assange, fosse nomeado embaixador australiano em Washington.

As mensagens, que também foram fornecidas aos investigadores do Congresso que conduzem um inquérito às suspeitas de interferência russa no processo eleitoral, foram enviadas até pelo menos julho de 2017.

De acordo com a revista, nas mensagens é oferecido a Donald Trump Jr. a password de acesso a um site de um movimento anti-Trump que estaria prestes a ser lançado.

Recorde-se que o Wikileaks está a ser acusado pelos serviços de inteligência e segurança dos EUA de ser um dos responsáveis pela campanha russa de interferência nas presidenciais de 2016.

Quando o site enviou uma mensagem a informar que tinha "acabado de publicar os emails do Podesta parte 4" - relativos aos emails roubados ao chefe de campanha de Hillary Clinton - Trump Jr. ignorou, mas pouco depois escreveu um tweet queixando-se de "muito pouco levantamento pelos media desonestos da incrível informação providenciada pelo Wikileaks".

Minutos depois de Trump Jr. ter recebido essa informação, Donald Trump reagiu no Twitter. "Aqui está toda troca de mensagens com o Wikileaks (com minhas 3 respostas gritantes) que um dos comitês do Congresso optou por vazamento seletivo".

Em abril, WikiLeaks sugeriu a Trump Jr. que entregasse os e-mails sobre a reunião que manteve com um advogado russo, que está no centro de uma investigação federal sobre possível colusão entre a campanha de Trump e a Rússia. Trump Jr. não respondeu.

O senador democrata Richard Blumenthal, que faz parte da Comissão do Justiça do Senado; convocou um painel para citar mais documentos e forçar Trump Jr., que falou com a comissão em março, para testemunhar publicamente.

A WikiLeaks também tentou influenciar Trump Jr a permitir que eles vazassem a declaração de imposto de renda de seu pai e assim impedir que uma "fonte tendenciosa" como o "New York Times" o fizesse.

"O WikiLeaks não mantém esses registos e a apresentação da The Atlantic é editada e claramente não tem o contexto completo", comentou Assange.