Protesto contra PEC 181 complica trânsito no Centro de Curitiba

Protesto contra PEC 181 complica trânsito no Centro de Curitiba

A emenda prevê a transformação de qualquer tipo de aborto em crime ~ revogando os casos que são legais atualmente no país:: em caso de estupro, em situações de risco para a vida da mãe e em caso de feto com anencefalia.

Uma série de protestos devem ocorrer em várias capitais do Brasil nesta segunda-feira (13) contra a PEC 181, que versa sobre direitos trabalhistas para mães de prematuros. Por isso, a manifestante acredita que a medida representa um retrocesso na legislação brasileira. Em São Paulo, cerca de 400 mulhers estão na Avenida Paulista.

"O aborto legal em caso de gravidez por estupro ou risco de morte para a mãe são direitos permitidos desde 1940 pelo Código Penal Brasileiro". O ato acontece na Praça Dermeval Barbosa Moreira, no Centro, e em outras cidades do país.

Em alguns trechos, manifestantes pichavam palavras de ordem contra o governo e contra casos de feminicídio.

Além de dezenas de mulheres, os homens também marcam presença na manifestação desta tarde. De acordo com ela, é importante que as mulheres ocupem as ruas.

- Estamos vivendo um momento muito triste. Enquanto nós estamos lutando pela legalização irrestrita do aborto, entendendo enquanto debate de saúde pública, temos um Congresso e um Senado que quer impedir que mulheres vítimas de violência sexual possam interromper uma gestação", disse Talíria Petrone, acrescentando: "Hoje, já é difícil a mulher ter garantido o aborto em casos legais, pouquíssimas unidades de saúde garantem esse direito.

Após o placar de 18 a 1 na comissão especial, a proposta ainda será discutida na Câmara no dia 21 de novembro, quando os deputados podem concluir a análise de 11 sugestões de alteração ao texto principal. Só assim a PEC poderá seguir para o plenário da Casa, onde precisa de pelo menos 308 votos entre os 513 deputados, em duas votações.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), pediu que o projeto seja reformulado, garantindo nas redes sociais que a proibição do aborto em casos de estupro "não vai passar". Com isso, a abordagem do tema gerou a discussão, alcançando apoiadores e contrários à PEC 181.