PF cumpre condução coercitiva de Jorge Picciani, e procuradores vão pedir prisão

PF cumpre condução coercitiva de Jorge Picciani, e procuradores vão pedir prisão

Agentes da Polícia Federal estão nas ruas do Rio de Janeiro desde o começo da manhã desta terça-feira (14) para cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão na Operação Cadeia Velha, um desdobramento da Lava Jato no Rio. O filho do deputado, Felipe Picciani, é alvo de um mandado de prisão. Mas as três prisões não estão descartadas. A condução coercitiva dos deputados foi ordenada como alternativa inicial à prisão deles, informou o MPF-RJ.

A petição do MPF sobre o caso conta com 232 páginas, e resulta de investigações feitas há mais de seis meses, que incluíram quebras de sigilo bancário, telefônico e telemático, acordos de leniência e de colaboração premiada, além de provas obtidas a partir das Operações Calicute, Eficiência, Descontrole, Quinto do Ouro e Ponto Final - desdobramentos da Lava-Jato no Rio.

O MPF sustentou ao TRF2 que são inafiançáveis os crimes dos deputados, que seguem em flagrante delito, sobretudo de associação criminosa e lavagem de ativos, e que não é preciso a Alerj avaliar suas prisões. Serão presos temporariamente Ana Claudia Jaccoub, Marcia Rocha Schalcher de Almeida e Fabio Cardoso do Nascimento.

Há um mandato de prisão a ser cumprido contra o empresário Jacob Barata Filho e o ex-presidente da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor), Lélis Teixeira. Foram presos pela Operação Ponto Final em julho. Na ocasião, foram presos Jacob Barata, Lélis Teixeira, o ex-presidente do Departamento de Transportes Rodoviários do Rio (Detro), Rogério Onofre, além de outras dez pessoas envolvidas no esquema. Os dois estão soltos por decisão do STF (Supremo Tribunal Federal). Ele foi indicado pelo governador Luiz Fernando Pezão para o Tribunal de Contas do Estado (TCE). A operação é um desdobramento da Operação Ponto Final, que investiga desvios de verba no transporte público do estado.

O MPF ressaltou ao TRF2 que, com seis mandatos de presidente da Alerj, Picciani é imprescindível na organização criminosa, pelo expressivo poder político e influência sobre outros órgãos estaduais.