Governo chama professores para reunião em véspera de greve

Governo chama professores para reunião em véspera de greve

O Governo, disse, ter-se-á mostrado "disponível" para encarar a progressão de todos os professores, "embora de forma faseada no tempo", indicou o dirigente sindical.

Ao DN, Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof, sublinhou que, "Será a maior greve da década".

Este assunto tem estado na ordem do dia e o próprio primeiro-ministro pronunciou-se sobre ele há duas semanas dizendo que "no caso dos professores, 46 mil vão já progredir em 2018 porque já cumprem os requisitos para poderem progredir" e os que não progridem agora "não vão continuar a marcar passo, porque, a partir 1 de janeiro, volta a contar tempo de serviço, ou oportunidade de realizarem ou completarem outros elementos que contam para progressão". "Não estamos disponíveis para que o tempo de serviço seja apagado".

Também a Fenprof espera uma proposta "muito clara e muito concreta" por parte do Governo, na reunião desta terça-feira.

O representante dos professores disse até que poderá haver "eventualmente ainda hoje, ao final do dia" um novo encontro.

"Agora na véspera da ida do sr. ministro [da Educação] à Assembleia da república, é marcada uma reunião para as 17h e, julgamos, que sem a presença do sr. ministro", atirou, "tanto quanto sabemos será com a sra. secretária de Estado".

No descongelamento de carreiras que consta no Orçamento do Estado para 2018, "aquilo que conta não pode ser a ditadura do jurídico, mas o direito das pessoas", defendeu Mário Nogueira, para contestar a estratégia do Governo. Mas duvidam que haja mudanças capazes de suspender a greve de quarta-feira.

A contestação dos professores já está a fazer sentir-se nas escolas, já que, segundo a Fenprof, desde a semana passada que está a decorrer uma greve a tarefas "letivas" não consideradas como tal pelo ministério, como o apoio a alunos com dificuldades no aproveitamento. "O tempo de serviço não se negoceia". Será determinante esta luta.