Xi Jinping pede calma em conversa com Trump

O presidente americano, Donald Trump, seguiu com a escalada retórica contra a Coreia do Norte nesta sexta (11), dizendo que as armas dos EUA já estão prontas e "carregadas" para um confronto se o país asiático agir de forma imprudente.

A Bolsa de Nova York demonstrou nesta sexta uma melhoria do otimismo, apesar da tensão política entre Estados Unidos e Coreia do Norte não ter dado sinais de melhora. "Estas são duas coisas diferentes", disse, falando aos repórteres em teleconferência.

Xi Jinping mencionou a frutífera reunião com o presidente Trump no mês passado em Hamburgo, Alemanha.

A Casa Branca destacou, por seu turno, em comunicado, que os dois líderes concordaram que a Coreia do Norte tem de parar com o seu comportamento "provocador" que leva a uma crescente escalada da tensão, e "reiteraram o compromisso mútuo com vista à desnuclearização da península coreana". Trump avisou o líder norte-coreano de que "se arrependeria verdadeiramente" caso viesse a agredir território ou aliados dos EUA.

"Se ele proferir uma intimidação na forma de ameaça aberta - o que, a propósito, ele e sua família têm feito por anos - ou fizer qualquer coisa com Guam ou qualquer lugar que seja território americano ou um aliado americano, ele vai se arrepender verdadeiramente e vai se arrepender rápido", disse. Nem Washington, nem Seul, nem Pyongyang aceitaram o plano. As autoridades de Seul anunciaram também a realização generalizada de exercícios de defesa e proteção civil para dia 23.

A tensão entre os dois países atingiu seu nível mais alto depois de a Coreia do Norte testar com êxito, em julho, dois mísseis balísticos intercontinentais (ICBM), que segundo especialistas poderia alcançar as principais cidades americanas. O que não veio a suceder.

"Os comentários (nos EUA) de que é preciso realizar um ataque preventivo à Coreia do Norte e as afirmações de Pyongyang que é preciso atacar a ilha de Guam não param e isso algo é que nos preocupa muito", apontou o chefe da diplomacia russa. A mensagem foi divulgada através da agência noticiosa oficial KCNA, no mesmo dia em que foram divulgadas imagens de uma manifestação organizada pelo regime para demonstrar apoio a Kim Jong-un.

Os contatos estão sendo realizados regularmente entre Joseph Yun, o enviado dos EUA para a política da Coreia do Norte, e Pak Song Il, um diplomata sênior da Coreia do Norte na missão da ONU de Pyongyang, de acordo com funcionários dos EUA e outros informados sobre o processo citado pela AP.