Trump admite "opção militar" na Venezuela

Trump admite

Segundo O Globo, Trump afirmou que "as pessoas estão sofrendo e morrendo". Temos muitas opções para a Venezuela, incluindo a opção militar, se necessário.

"[A Venezuela] é nossa vizinha, e nossas tropas estão por todo o mundo, em lugares muito, muito distantes. A Venezuela não está tão longe", disse.

Estas afirmações foram realizadas aos jornalistas e à margem do encontro entre Trump, a embaixadora dos EUA na ONU, Nikki Haley, e o secretário de Estado Rex Tillerson, no resort de golfe em New Jersey, onde o Presidente está neste momento a aproveitar um período de férias.

Pouco depois da declaração de Trump, o Pentágono informou não ter recebido da Casa Branca qualquer orientação sobre a Venezuela.

Os protestos intensificaram-se a partir de 01 de maio quando Maduro convocou a eleição da Assembleia Constituinte, realizada em 30 de julho, a qual foi boicotada pela oposição venezuelana. No domingo, Nicolás Maduro pediu à presidente da Constituinte, Delcy Rodríguez, punições "severas para os crimes de ódio" com uma "lei constitucional contra o ódio, a intolerância e o fascismo".

"Peço que meu chanceler inicie gestões para que eu possa ter uma conversa pessoal com Donald Trump, para haver um diálogo telefônico com Donald Trump", completou o presidente, venezuelano. Na coletiva, Trump disse que não conversou com o representante de Guam, mas garantiu que os residentes estão "muito seguros".

Em sua conta no Twitter, o presidente disse que soluções militares para a crise estão "a postos, protegidas e carregadas".

A declaração ocorre na mesma semana em que Trump subiu o tom contra a Coreia do Norte, ao dizer que os EUA responderiam "com fúria e fogo" caso o regime do ditador Kim Jong-un continuasse a ameaçar Washington com testes de mísseis.